quinta-feira, 23 de julho de 2009

AMARELO TOTAL NOS AFLITOS

Amigos, a cor da noite nos Aflitos foi o amarelo. Nunca vi o amarelo brilhar tanto em questão de noventa minutos e de maneira tão sutil. Daria até pra dizer que se tratava de ouro. E eu afirmo que esse metal precioso que vinha da camisa do árbitro é de tolo. Aliada a ruindade do meu Glorioso e a um tapete persa made in Saara, a mãozinha santa do homem do apito fez uma diferença abissal ontem. Mas o amarelo não vem apenas dele; vem também da postura medrosa e retranqueira do Botafogo na etapa final.

Ontem, eu me preparava para mais um desastre anunciado – o jogo entre Náutico e Botafogo, no qual os dois lutavam para sair do ‘inferno’(embora o Aflitos seja um inferno pior que aquele da Divina Comédia) – e mesmo assim, nutria uma esperança cega, sem razão e ingênua. Enxergar solução num Botafogo fraco, débil e comandado pelo Ney Franco é mesmo prova de ingenuidade.

E no primeiro tempo quase me deixei afundar nela, vendo a postura de ‘time grande’, dominando, criando chances. A força de Leandro Guerreiro, magricela, que se tornava um legítimo Sansão em campo ou o Batista, com leve inteligência tática, fora dos padrões nesse time alvinegro. Ou o que dizer da potência dos canhões de Juninho, que colocariam o muro de Berlim abaixo em poucos disparos. Mais uma vez, esse canhão foi decisivo para o panorama do time e mostrou como ele se calca nas suas costas.

Num jogo de futebol, a estrela, madama sempre deve ser a bola. Mas ela passou em segundo plano, perdendo seu posto de vedete para os erros bobos do Sr. José Henrique de Carvalho. Em poucas linhas, o dito senhor deixou que o Lúcio Flávio – símbolo da febre amarela no Fogão – levasse uma pancada de cotovelo no rosto (há quem diga que, por causa disso, ele correu mais que nos outros jogos), viu um pênalti onde nem falta tinha, anulou um gol legal, talvez compensando o gol ilegal do Fogão validado no primeiro tempo.

Fora isso, o jogo ganharia em ruindade apenas. Exceto pelo “sobrenaturalismo” do Guerreiro, os bons lances de Batista e a presença de gol do Castillo, com sua garra e técnica vindas de Montevidéu, além das bombas de Juninho, não tenho mais algo de positivo para destacar no Botafogo. Já no Náutico, temos o Gilmar, oportunista, fez dois gols – discreto nas comemorações depois do pênalti e efusivo no segundo – e dei de cara co o Acosta, nosso carrasco há dois anos, que graças ao bom Deus não encarnou o personagem.

A noite não poderia ser mais infeliz. Fui dormir com meu time ainda ‘naquela zona’, mas não tive que ouvir as ‘gosmas de sabedoria’ do Ney Franco, nem as desculpas e promessas. Mas fiquei amarelo cada vez que eu pensei nesse jogo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O grande circo das ilusões/dos horrores

Rio de Janeiro, 02 de julho de 2009.

Nove horas e onze minutos da manhã. Eis que, numa casinha da Zona Oeste do Rio de Janeiro, tem um botafoguense escrevendo no computador. Ele está bem cansado, afinal esse foi o semestre mais estressante dele na faculdade, mas ao que tudo indica, ele se garantirá no sétimo período. Sobre o que ele vai escrever? Sobre uma das suas paixões, o Botafogo de Futebol e Regatas. O que ele vai escrever? Nem ele sabe, por que as coisas não andam nem um pouco boas para o Glorioso.

Depois de quatro semanas tumultuadas, consegui sentar no computador e acompanhar as notícias do Botafogo com mais calma. Elas só traduzem o que todo mundo já sabe: que o Glorioso está indo de mal a pior dentro e fora de campo. Seja nas performances medíocres e dignas de pena, seja nas decisões desatinadas da diretoria. Apesar dos meus quase vinte e um anos de idade, eu já tive a oportunidade de ver o Fogão das décadas de 1950 e 60 em campo– o que o Youtube pode proporcionar à gente, além de lixo? É só procurar- defendendo as cores da estrela solitária. Sem ponta de saudosismo, mas a paixão, a devoção, a técnica se evidenciavam a cada jogada, a cada drible.

Em oito rodadas, o Botafogo de 2009 fez seis pontos - nove a menos do que o líder Atlético-MG, nosso adversário de domingo – e ocupa a lanterna do Brasileirão. Uma vergonha para um time com uma história como a do Botafogo. Mas hoje não vou me utilizar desse recurso, vou retratar as situações atuais para explicar esse “descenso” do Fogão. Proponho que viajemos pelas razões e depois, façamos uma crítica do jeito que só nós, torcedores, sabemos fazer.

Voltemos a novembro do ano passado. Clima de eleições, insatisfação com o time do Botafogo, que dava mostras de apatia e com o Bebeto de Freitas, que parecia ter jogado o clube e sua administração às moscas e traças do limbo. Foi quando estourou aquela polêmica da chapa única – a do Maurício Assumpção - mas mesmo assim ele se elegeu. Naquele momento, eu pensei que em 2009 tudo melhoraria e que o Botafogo se tornaria um clube gigante para os olhos dos outros, com uma base forte, uma administração, mesmo que não sendo perfeita de todo, que desse muitas esperanças de sonho aos torcedores.

Como era de se esperar, veio a Taça Guanabara corroborar com toda essa doce ilusão. O time comandado pelo Maicosuel – como um exército de um homem só, nesse caso de dois, por que não posso esquecer-me do Leandro Guerreiro – chegou à final do Estadual sem mais problemas. Fácil até demais. Mas é o que eu digo: Estadual não é parâmetro pra nada. Chegamos à final da Taça Rio também e contra o Flamengo. O pensamento acreditava cegamente que a história teria outro desfecho, que o Botafogo jogaria pra escanteio a alcunha de ‘eterno vice’. Fico com raiva de lembrar o que veio em seguida, aquele gol contra que soterrou o primeiro sonho de 2009. Dias mais tarde, tive o desprazer de ver o Botafogo, menor do que nunca, sendo eliminado para o Americano na Copa Do Brasil.

O circo das ilusões estava se revelando, o ‘planejamento’ e o amadorismo da atual diretoria também. Talvez o estopim para essa primeira revelação, além das outras ‘pequenas tragédias’ tenha sido o jeito como o Botafogo abriu as pernas, de novo, para o Flamengo na final do Carioca. Não que eles sejam maiores e melhores que a gente – nem um pouco – mas naquele momento fizeram o suficiente para vencer outra vez. Mais do que isso, ainda teve um almoço entre os dirigentes dos dois times, antes da final da Taça Rio. É uma desconfiança que tem muito fundo de certeza, pelos fatos, pelo que foi visto em campo. Aliás, o que é que se tem visto em campo depois do Estadual?

Vou ser taxativo: um bando de múmias jogando, com apatia e sem lembrar as cores que estão defendendo. Tudo bem que paixão a um clube só é coisa rara, mas no Botafogo parece que as coisas são mais graves que isso. Chego até a pensar que os ‘mortos-vivos’ do Thriller jogariam mais bola que eles. Falta tudo: padrão tático, organização, vontade, garra, paixão, comando. Por que comando, já que temos “o melhor técnico do Brasil” dirigindo o nosso querido time PARA A BEIRA DO CAOS? Entre maluquices, invencionices e arrogâncias, ele faz as vezes de presidente do Botafogo. Diga-se de passagem, temos a figura de um presidente, de um diretor de futebol, de um bom administrador? Tudo o que temos é um dentista, um rato de churrascaria, um balofo e um 22 como pseudo-técnico.

O futuro me preocupa. Ainda mais depois que o Botafogo levou oito gols e desceu para o fundo do poço. Fico pensando se é essa a meta da atual ‘diretoria’: rebaixar o Botafogo para depois levá-lo de volta à Primeira Divisão e pensar que isso lhes dará crédito com a torcida. Se for, amigos, o circo das ilusões se tornou um completo circo dos horrores para a torcida. Aliás, as organizadas parecem estar com tudo, conseguindo reuniões com a diretoria (ou seria direto-traíra?). E aqueles que sofrem fora das ‘organizadas’? Como torcedor não-organizado do Botafogo de Futebol e Regatas, eu estou cansado de ver o meu, o seu, o nosso Botafogo sendo tratado como um vira-lata qualquer. Chega de maltratar o Glorioso. Mas até quando esse circo dos horrores vai permanecer é um mistério. Do qual eu quero saber – e quem sabe, contribuir – para a resposta.

sábado, 27 de junho de 2009

Parágrafo de terror

Amigos, eu nunca pensei que o Botafogo fosse se tornar pequeno como ele vem sendo hoje em dia. Pode até parecer que eu estou exagerando, mas não consigo enxergar dessa forma. O Glorioso está tão pequeno, tão vago, tão indefeso. Um saco de pancadas no qual todos e mais um pouco batem. Quando penso no time fraco e limitado, no técnico incompetente, na diretoria amadora, na comissão técnica nula, na torcida de mãos atadas sem poder fazer nada - até pode, mas selvageria seria capaz de piorar as coisas - é o mesmo que ouvir "One", do Metallica: entrar num filme de terror e ficar com muita vontade de chorar!

Só posso resumir nesse parágrafo o que eu sinto ao ver o Botafogo hoje me dia.

Abração (fora, bem fora das quatro linhas)!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A sina do Botafogo

Está cada vez mais difícil acompanhar o Botafogo. Mesmo com a vitória do sábado, com gols marcados por Batista e Laio, esse time ainda não me convenceu. Mesmo no Carioca, ele ainda não me fazia dormir tranqüilo, pensando que estávamos com um bom time nas mãos. Bom, não. Apenas regular.

E ele se mostrou regular. Na irregularidade. Sem técnica (ou com pouca técnica), sem padrão de jogo, esquema tático definido, o Botafogo é hoje o time que utilizou mais jogadores. E isso com apenas 6 rodadas de Brasileirão em campo! Rotatividade? Chance para todos jogarem? Nenhuma das opções. Falta de qualidade técnica, eis um dos nossos problemas.

Eu disse um dos nossos problemas por que existem outros, que ajudam a explicar essa fase de trevas que se mantém no Fogão - mesmo com o 2 X 0 no sábado. Uma delas se senta no banco de reservas, finge que comanda o Botafogo e, ao invés disso, faz do plantel(?)um "samba dos dahlits loucos'. Esse é o Ney Franco. Durante a transmissão do primeiro tempo - que eu assisti - no sábado, ouvi os narradores comentando que o principal problema era o time e que o Ney Franco era um bom técnico. Vamos usar a lógica: quem montou o time? quem teve liberdade total pra fazer o que quisesse?
Duas letras: NF....preciso dizer mais alguma coisa?

Escarafunchando o site do Globo Esporte, encontrei a seguinte pérola do dito-cujo:

- Mas é muito bom ver o vice de futebol (André Silva) e o presidente (Maurício Assumpção) na lateral do campo para abraçar o treinador. Eles sabem que estamos no esforçando para pôr o Botafogo numa posição melhor – desabafou Ney Franco.

Pitacos de um pseudo-cronista para um pseudo-técnico: Dá pra acreditar nisso? Então eu sou maluco...por que, do que adianta "colocar o Botafogo numa posição melhor" se isso deveria ter sido feito desde o início? Será que não é hora de você, seu......, colocar a mão na consciência e atirar o boné no chão ao invés de enchar a torcida de ilusão???

Mas é o que disse um botafoguense: Não adianta ficar apontando a podridão e não fazer nada. O melhor é torcer e rezar pro melhor acontecer. Mas com esse cara, não dá. De jeito nenhum.

Um grande abraço (fora das quatro linhas)!!!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Em pratos limpos

Nego ausente é fogo! Mas vamos tratar de atualizar esse blog(risos)!

Palavras do Juninho, capitão do Botafogo:

"- O começo de campeonato lá também não foi bom. Mas tivemos tranquilidade para trabalhar. Ninguém entrou em desespero pelos resultados ruins. Tanto que a arrancada do São Paulo aconteceu no segundo turno. Perdemos só um jogo dos 19 disputados."

Palavras de Danilo Julião, botafoguense doente e nem um pouco racional:

"Perdemos uma e empatamos duas. De nove pontos possíveis, só conquistamos dois. A culpa em 90% se deve ao nosso pseudo-técnico, que com suas invencionices, cognições e malditas observações só vem afundando o Botafogo. O Botafogo ganhou cara e jeito do time pequeno (que me desculpem eles...) que não é. Juninho, sinceramente, não tem por que você dar credito a esse mau-caráter do olho junto...sabe quando ele vai melhorar o Botafogo? NUNCA!!!!!"

Depois dessa, preciso jantar pra esquecer o que eu disse...

Abração(fora das quatro linhas) e que A Força esteja com o Botafogo...apesar desse NF!

sábado, 16 de maio de 2009

A um gigante adormecido chamado Botafogo

Hoje é o Dia do Botafogo. Desde o ano passado é comemorada essa data em virtude do aniversário da “Enciclopédia do Futebol”, Nilton Santos. Personagem que eu não tive a oportunidade de ver jogar tamanha a diferença da época em que ele jogou para a qual eu dei o ar da minha graça ao mundo. Mas o que importa é que eu escolhi o Botafogo para ser meu clube. Vou confessar: na época eu nem sabia da grandeza da minha escolha. Mais: não sabia que a minha escolha seria acompanhada se prazer e sina presos num mesmo cordão. Só vim a saber ao longo dos tempos, vendo esse Glorioso renascer das cinzas na Segunda Divisão. Foi a partir desse ano que eu me tornei botafoguense de verdade. De torcer mesmo.

Aos poucos, tive a oportunidade de saber da sua história e importância para o mundo dos verdes campos de pelota. A grandeza dos grandes jogadores que passaram por esse “Clube da Estrela Solitária”: Quarentinha, Marinho, Garrincha, PC Caju, Amarildo, entre outros. Como a superstição faz parte de cada botafoguense torcedor (por mais que ele negue). Como o Botafogo é diferenciado por si só, por trazer esse misto de prazer e sina, angústia e esperança pesadas no mesmo lado da balança. As lendas que povoam a cabeça dos mais velhos e que surgem para os mais novos, como eu, que tem a oportunidade de pesquisar e saber por que a gente torce por um clube tão único como esse. Falando assim, pareço até uma criança emocionada falando de um presente que ganhou. Mas é essa a minha intenção!

Eu queria ter um momento de emoção relacionado com o Botafogo – como por exemplo, encontrar algum jogador que fez parte daqueles timaços de antigamente – para contar aqui nesse dia tão marcante e especial pro Botafogo ou então um título que eu tenha visto recentemente. Resolvi, então, fazer um pedido nesse dia de festa: eu quero ver o BOTAFOGO GIGANTE como antigamente. Como assim, o que eu estou pedindo? Aliás, o que um torcedorzinho como eu está pedindo? O Botafogo já é um gigante por toda a sua história!

O que eu quero é que o Fogão de 2009 tenha a mesma força que ele tinha há cinqüenta e dois, quarenta e sete anos atrás, com time de arrastar multidões e uma mão que o leve pro caminho de glória. Hoje, é triste ver o Fogão fora da briga das competições nacionais, sem mostrar força, tática, sem ser a “Estrela Solitária” que brilha no mundo inteiro. Ser maior do que qualquer ‘parceiro’, ‘jogador de timeco de catacumba’, ‘treinero de quinta’. É por amar esse clube de um jeito que não dá pra traduzir que não dá pra fechar os olhos para o nosso momento atual, que não é bom. É fase de mudança, eu sei. Não dá pra apressar as coisas, mas dá pra apontar algumas falhas. E mais do que nunca, torcer pra ver esse Botafogo fazendo bonito, como ele sempre fez. Ser um time de espírito. Que os deuses do futebol ao menos permitam que tenhamos um pouco de espírito....

Embora a realidade seja triste, não há o que me faça deixar de amar o Botafogo!!!

Eu te amo, meu Fogão! Obrigado por ser uma das razões que me movem!!

Volta a ser aquela estrela solitária e espirituosa que tantos te amam...

Não se deixa intimidar pela ‘intriga da oposição’, por apelos da mala imprensa...

Prova dentro de campo que você tem a mesma força da sua história...

Seja você mesmo, por mais que o preço a ser pago seja alto...

Mas nunca perca a personalidade que te fez ser o Botafogo de Futebol e Regatas...

Um abração(fora das quatro linhas)!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O futebol é mais do que uma 'lógica burra', treinero!


Eu nunca saquei de futebol. Desde os meus quatorze, quinze anos – idade em que eu comecei a me aventurar como torcedor fanático pelo mundo da torcida - sempre ouvia de alguns amigos que eu não entendia nada de futebol, da sua lógica. Sempre me encantei mais pela mágica que me prendia na frente do rádio (e depois da TV). Mesmo que o jogo não fosse aquele espetáculo de encher os olhos, assistir um jogo de futebol preenchia as minhas noites de quarta e tardes de domingo. Embora, quase sempre, eu não soubesse comentar tática e logicamente o jogo.

Hoje em dia, confesso que não mudei muito em relação àquela época. Eu já consigo fazer comentários um pouco mais táticos sobre as partidas, já reconheço alguns esquemas, imagino na minha cabeça louca alguns plantéis. E posso dizer que minha mundividência dos gramados teve uma melhora significativa. Até pelo contato com amigos, reais e virtuais, que me ajudaram e ajudam a ampliar meus conhecimentos a cada dia, cada conversa. Ainda sim reconheço que não sou um entendido e tenho muito que aprender. Todos nós temos, né?

Por essas e outras que eu faço aqui uma crítica aberta àqueles – jogadores, técnicos e/ou cartolas - que acham que entendem tudo de futebol e só conseguem jogar os nomes dos clubes na lama. Seja com esquemas burros, sem alma, jogadas pífias, protagonizando verdadeiros circos dos horrores pelos gramados e denegrindo a imagem de que ‘o futebol brasileiro é o melhor do mundo”. Não é preciso lógica para ver que ele está sendo nivelado por baixo. Os melhores nem dão um suspiro em campo, já embarcam de avião para o Velho Continente em busca de oportunidades. Os restantes, ficam e nem sabem chutar uma bola no gol.

Nesses tempos de capitalismo, eu só vejo a essência do futebol morrendo a cada dia. Ao invés de bons times, grandes rivalidades vemos verdadeiros caça-níqueis calcados em apenas um único bom jogador, que muitas vezes sai no meio da competição e acaba com todo o esquema dependente dele. Nesses tempos, onde o dinheiro fala mais alto que a categoria e o espetáculo. Nesses tempos, onde muitos pensam que tem a cartilha do futebol atrelada aos dólares. Onde a verdade e a inocência das várzeas são encobertas por interesses e faturas maiores.

Voltando ao tópico principal: mais do que dizer que entende e futebol, é preciso sentir a essência dele. Buscá-la nas poucas várzeas que ainda restam, nos pés dos pequenos peladeiros e assim ver que ele não é feito de lógica burra e sim, de lógica e técnica. Quando se unem essas duas características, um time se torna ousado, inteligente, enche os olhos de todos. Pode não ser o time perfeito, mas tem tudo para o sucesso. Infelizmente, em muitos times, inclusive no meu, certos técnicos preferem ‘invencionices e cognições estapafúrdias’ como meio de agigantar os times que comandam – plenamente conscientes de estarem fazendo o extremo oposto.

Treinero de nada, o seu lugar é longe dos campos. Chega de estragar esse ‘ópio maravilhoso do povo’ com suas burrices estúpidas! Ele é mais que isso! E aproveitando que a mensagem está quase clara: o Botafogo é muito mais do que um treinerozinho que cisma em estragar esse Glorioso!

Por que um pouco de frieza faz bem à alma...

Embora o Brasileirão já tenha começado, queria mostrar pra vocês, talvez a primeira análise fria sobre o time do Fogão. Gostaria de agradecer imensamente ao amigo Fábio, do blog Snoopy em Preto e Branco, pela inspiração pra esse texto(com aquela obra-prima sobre o U2 e o Botafogo). Valeu Fabião!

'Comparando com anos anteriores, nosso plantel atualmente deixa um pouco a desejar(até por que 'estávamos sem recursos' para fazer um time melhor), principalmente se comparado com 2007.

Nossos pilares são Maicosuel e Leandro Guerreiro. Não preciso citar algo mais sobre o primeiro, por que ele é cheio de talento e o time se baseia nele. E quando ele não está em campo...por isso precisamos de outro meia que faça sombra a ele, já que ele pode ir embora mais rápido que a gente pensa. Já nosso Guerreiro prova que é um coringa e joga em todos os lugares, mas o lugar dele é como volante. Mas nada que ofusca seu brilho, garra e técnica...ele voltou melhor que 2007!!!

No gol, temos o Renan. Ele precisa de maturidade e mais técnica, mas é o melhor goleiro que tivemos em sabe-lá´-Deus-quantos-anos. O Castillo, se não sair, é uma boa opção para o banco.

Na zaga, precisamos de reforços urgentes. Fora os gols de falta do Juninho(que parece estar melhorando - ? -), o que temos? Emerson? Nunca!!!!

Nas laterais, Alessandro não dá mais...uma opção é colocar o Gabriel na esquerda, por que esse moleque é bom e tem futuro!!!E contratar alguém pra direita.

Meio de campo: Fora MagoSuel e LG, um volante e dois meias, um de ligação e outro de armação!Fora, irmãos mexicanos e tenebrosos!!!!

Ataque: Espero que o Reinaldo volte melhor dessa contusão e o Victor Simões pare de perder tantos gols! Caso contrário, manda eles embora. Rodrigo Dantas é um nome para o banco e quem sabe, pro campo. Ele entrou bem no domingo, apesar de ter sido colocado na linha de fogo e não ter nos ajudado mais!

Técnico: Posição mais carente do time e que pede um reforço competente, de peso, sem cognições, invencionices ou qualquer outra coisa do gênero.

É isso!!Estou longe de ser um entendido em futebol, mas espero ter contrubuído!!!'

Abração(fora das quatro linhas)!!!!

domingo, 10 de maio de 2009

Uma volta nada animadora

Resolvi largar a preguiça de lado e voltar a atualizar o blog com mais frequencia. Espero que agora, eu possa narrar esse Brasileirão com um estilo único e agradável. Mas o primeiro jogo já me mostrou que essa tarefa será difícil, além de tirar empolgação:

"Amigos, o Brasileirão está de volta. E começou aquém do que nós, botafoguenses, esperávamos. Conseguimos um empate fora de casa, um ponto como esse nunca deve ser desprezado. Mas a partida de hoje mostrou que teremos muito que consertar ao longo do campeonato. A casa se encontra muito bagunçada para sonhar com metas mais altas. E tem de se citar a ‘imparcialidade’ do homem do apito.

O Glorioso, que terá de esperar até a terceira rodada para ter Maicosuel e Reinaldo, começou o jogo nervoso e deu espaços e muitos motivos para que o Santo André dominasse a partida na etapa inicial. Nada mais justo, eles estavam em casa, diante da sua (pequena) torcida. E o Alvinegro só mostrava como o ‘Maicocruel’ faz falta ao time. Posso dizer que o 70% do time do Botafogo está nos pés dele e do Leandro Guerreiro, que rende mais como volante do que como zagueiro.

De volta ao gramado do Ramalhão, Renan sofreu muito no primeiro tempo, sendo ameaçado pelos chutes do adversário, que mesmo sem a tradição que o Botafogo tem, se mostrou eficiente durante essa parte do jogo. E num erro crucial do Eduardo abriu o placar do jogo. Foi quando soou o alerta e o Fogão partiu em busca do empate, mas sem criatividade teve que esperar os erros alheios para sair pressionando. Lucas Silva arriscaria de longe, mas o goleiro adversário conseguiria defender. Caso contrário, a história do jogo seria outra.

Na volta do intervalo, o Botafogo voltou com outra cara e uma meta: virar o jogo (ou tentar). Túlio Souza teve uma ótima chance para isso, mas sofreu um pênalti não-marcado pelo nosso ‘amigo’ Wilson De Souza Mendonça, mau-caráter do olho junto, sangue ruim de pedra. As chances surgiam, mas o azar fazia com que elas parassem na trave (caso do Victor Simões, incrível) ou fora de campo. Até que o mesmo cara que deu de presente o passe do gol adversário se redimiu ao dar o passe pro gol de empate. E ficou só nisso.

Como eu digo, pra quem tem grandes ambições, é muito pouco! Mas poderia ser muito pior. Os meus destaques nessa partida são as boas entradas de Rodrigo Dantas e Gabriel, garotos da base que tem tudo pra dar certo. Só precisam de um técnico que os aproveite melhor, já que o atual pseudo-técnico não enxerga uma agulha na frente do focinho! E o Emerson quase que entrega mais um gol pro adversário! Quase...

Certamente, só há coisas que acontecem ao Botafogo. Como eu gostaria de poder dizer: “O plantel alvinegro honrou as cores da emoção e desfilou sua infantaria e cavalaria pelas relvas do Ramalhão e não sobrou nelas. Foi imperioso e imperador, com um poder de fogo surpreendente e uma bravura do primeiro ao último minuto. Levou o pendão augusto e glorioso aos louros da vitória!”.

Desculpem a tirada literária, mas eu não resisti...

Fazendo uma conclusão fria depois da nossa estréia no Nacional: 2009 será um ano de angústia e tensão para os botafoguenses. Que o diga a nossa estrela solitária!"


Abração(fora das quatro linhas)!

sábado, 2 de maio de 2009

Tudo por uma paixão

Falar de uma paixão sem senti-la é difícil. Tentar explicá-la é uma tarefa ainda mais difícil. Então, sabendo disso, pretendo ser o menos lógico e o mais apaixonado possível. Diferente da maioria dos moleques da minha idade, despertei tarde para a paixão do futebol (com isso não peguei ainda uma boa época do futebol brasileiro , os anos 90). E logo escolhi o Botafogo. Na época, eu achava que tinha escolhido o Botafogo pra ser o meu time. Hoje em dia, eu vejo que ele me escolheu pra ser meu vício, minha sina, meu mais puro e mortal prazer.

Torcendo pelo Botafogo, comecei a observar com mais atenção e um pouco de malícia que o futebol representa (e muito) a nossa vida. Por isso, não concordo quando dizem que ‘depois de um jogo de futebol, voltamos à vida normal’, voltamos à rotina diária, na verdade. Quando eu ‘estudei’ a história do Botafogo e vi como esse clube é importante pra contar a história do futebol brasileiro, deu pra entender um pouco da sua grandeza e da inveja que isso gera. Antes eu só me perguntava: “Como alguém pode querer ferrar com o Botafogo?”, sem descobrir que o Fogão tem uma constelação de grandes estrelas no seu pavilhão. Garrincha, Quarentinha, Nilton Santos, Didi, só pra não citar outros.

Mas como toda paixão que se preze, existem as mazelas. Por exemplo, semana passada eu dormi na hora do jogo. Não sei se foi por pirraça ou cansaço, mas acabei perdendo o jogo – e bateu aquela pontinha de arrependimento. Apesar de eu estar sendo um torcedor um tanto descuidado, muito em parte por causa da vida acadêmica, se tem uma coisa que me deixa furo é ter que ver como o meu time é malogrado pelas bocas alheias. Sabendo da grandeza que se esconde por trás do seu nome e da sua história. É duro demais, amigos. Ficar arrumando briga com todos que falam mal do Fogão é impossível, mas segurar é mais difícil. Essa imagem de ‘time derrotado’, ‘vira-lata’, ‘saco de pancadas’ não combina com o meu Fogão.

O que não é capaz de abalar essa paixão. Até por que, o Botafogo bate de frente com toda a imundície e sofre na pele em prol de alguma coisa maior, da beleza da sua história. Nesse mundo de imundície, ele quer mostrar que existe espaço pro que é belo. Claro que o preço a ser pago é muito alto, mas o que importa? Nadar contra a corrente em prol de algo assim é nutrir a esperança de que algo bom ainda existe. Apesar de estar quase desacreditando que amanhã a gente ganhe, a paixão fala mais forte. É como se essa paixão dissesse que o Botafogo amanhã será mais forte que tudo e lutará contra tudo e todos. Quem nem no samba do Em Cima Da Hora de 1976: “SERTANEJO É FORTE, SUPERA A MISÉRIA SEM FIM, SERTANEJO HOMEM FORTE, DIZIA O POETA ASSIM...”

É o que me move. É o que move essa torcida do Fogão.
Amigos, a tarefa do Fogão não será fácil. A minha também não. Mas não custa tentar!

Até amanhã, com a esperança no peito...
Abração!SA!